sexta-feira, 30 de junho de 2023

23º, 24 º e 25º DIAS 27, 28 e 29 JUN Caminho de volta – Sta. Bárbara - Los Angeles – Brasil

 

Em nossa última noite em Sta. Bárbara fomos jantar num restaurante na State St, a rua principal do centro histórico. Havíamos visto esse restaurante à tarde – Chase -  e achamos bonitinho. Pois é, bonitinho mas ordinário. A comida estava bem ruinzinha.


Nosso último dia foi o deslocamento de Santa Bárbara até Los Angeles, para pegar o voo no dia seguinte. O pernoite se fazia necessário devido ao horário do voo.

Saímos sem pressa, passeando, continuando a ver plantações as mais diversas, belas paisagens costeiras, agora mais próximo do mar. Algumas áreas com areia branca e uma “State Beach”, ou seja, a praia aberta ao público com infraestrutura de estacionamento, vestiários etc.









Ao contrário do Brasil, muitas áreas costeiras são particulares, com casas ou condomínios de frente para a praia, sem acesso ao público nessas áreas.

Paramos no Camarillo Premium Outlets para as compras finais e almoçar, pois ficava bem na nossa estrada.





Após o almoço ainda passamos por algumas cidades que conhecemos bastante dos filmes, como Malibu, Sta. Mônica, mas não vimos muita coisa pois não entramos na cidade. 









Em Los Angeles nos hospedamos perto do aeroporto para facilitar. O hotel era o Fairfield Inn da rede Marriot, embora fosse um quarto confortável etc., achamos que o serviço do hotel deixa a desejar – tudo é self-service – não tem ninguém para ajudar com malas, além do estacionamento ficar longe e caro. E o café da manhã é aquele básico com tudo industrializado e que você mesmo faz tudo.

À noite descobrimos um Olive Garden por perto e fomos encerrar a viagem por lá. Como sempre, comemos bem e fomos bem atendidos.

Na manhã seguinte, entregamos o carro na locadora e fomos ao aeroporto e descobrimos que nosso voo iria atrasar 1 hora, o que nos deixou apreensivos devido à conexão em Chicago ficar apertada. Mas o voo saiu direitinho e, mesmo com o atraso, deu tudo certo. E para nossa sorte, os portões de chegada (C-14)e de saída (C-10) eram no mesmo terminal e quase em frente ao outro!!!

O voo de Chicago até S. Paulo foi tranquilo, chegamos no horário e seguimos para a próxima conexão até Brasília. Enfim, chegamos bem, porém cansados da maratona da volta que desde a alvorada até a chegada em casa deu 30 horas.

Mais uma viagem cumprida, mais um quadrinho marcado, muita história para contar e lembranças para guardar.


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Aproveitando que não tinha muito o que falar, vou fazer um “resumão” da viagem.

Os “highlights” da viagem foram os parques, Sequoia e Yosemite, com suas belas paisagens e encantos naturais; e Lake Tahoe, igualmente belo e cheio de atrações.

São Francisco foi mais ou menos o que esperávamos. Uma cidade interessante, com muitos atrativos. Mas nada imperdível.

A “famosa” Hwy 1 foi para nós decepcionante. Eu esperava mais. Exceto por Monterey,   17-mile Drive (que é bonita, mas não imperdível) e Carmel, no começo da estrada e Santa Bárbara no final, que foram locais muito interessantes e que nos surpreenderam positivamente, a estrada em si não tem nada de excepcional.

É mais um daqueles “gato por lebre” que os americanos nos vendem. Não nego que a paisagem do Oceano Pacífico seja muito bonita. Mas são cerca de 400 km de mais do mesmo – recortes do litoral, mar, uma e outra praia. Há algumas pequenas cidades litorâneas simpáticas, como Cambria, mas praia que é bom, não tem. Só a vista do mar!!! Muitos locais de parada para ver..... a mesma coisa de outro ângulo!

Achamos que os custos nos EUA estão muito altos em termos de hospedagem e de alimentação. A não ser nos “fast foods” onde a comida é realmente barata, qualquer outro restaurante o preço é alto. Por exemplo, um hamburger que nos fast-foods custa cerca de 7 dólares pula para 15 num restaurante normal. Qualquer lanche para duas pessoas sai por 35-40 dólares! (E se a gente considerar o câmbio, aí o bicho pega!)

E os hotéis não ficam atrás – hotel por menos de 150 dólares tá difícil. Até os do tipo motel, sem nenhuma infraestrutura chegam a 180-200 dólares com as taxas e sem café da manhã.

Os fast-foods achamos bem caídos – serviço lento, ambiente com aspecto engordurado, sem funcionários limpando mesas, estruturas precisando de uma reforma!

Compras, só nos Oulets e com as promoções, porque no comércio normal os preços ficam proibitivos para nós. A não ser, por exemplo, os eletroeletrônicos que eles ainda levam vantagem, embora já não seja tão grande quanto anteriormente.

Ainda temos alguns locais que queremos conhecer nos EUA, mas vamos estudar bastante isso.

Até a próxima viagem.....

 

segunda-feira, 26 de junho de 2023

22º DIA 26 JUN Santa Bárbara


Hoje foi dia de conhecer Santa Bárbara, o fim da linha da nossa viagem e, eu diria, a cereja do bolo da Hwy 1.

 

Santa Bárbara é uma cidade de 89.000 habitantes, fundada em 1782 e incorporada em 1850. A cidade é muito bem desenhada, se estendendo do litoral até as montanhas de Sta. Inez, bem organizada, limpa e muito arborizada, sendo que nesse período de primavera/verão, se encontra bastante florida.

 

O centro histórico é bem delimitado, com a rua principal, State St, fechada ao trânsito, embora as paralelas e as transversais tenham tráfego normal. Há inúmeros estacionamentos públicos nos quais os primeiros 75 min são gratuitos, e depois cobram 3 dólares por hora. Também é possível parar nas ruas por até 90 minutos, sem opção de exceder o horário. Isso permite o uso dos estacionamentos para o turismo quase sem custo.



No centro histórico encontram-se vários prédios antigos, bem conservados, abertos à visitação e com tour guiado. 

 

O mais imponente deles é a Courthouse, ou Corte de Justiça, que ainda funciona normalmente. O prédio é em estilo espanhol mourisco, construído em 1929. Tem um jardim interno que serve de palco a eventos e concertos, e uma torre de onde se tem uma vista de 360º da cidade (e por sorte, há um elevador até o topo).

















Além da torre, há uma sala dos murais, com painéis pintados na parede contando a história da cidade de Sta. Bárbara. 








Caminhamos pelo centro histórico e vimos a Biblioteca Pública, o Museu de Arte, os teatros Lobero e Granada, o City Hall, a Plaza de la Guerra, a casa de la Guerra e algumas residências de pessoas importantes da história local.













Outro prédio importante é o Presídio de Sta. Bárbara, um complexo construído pelos índios e espanhóis em 1786 como parte da colonização espanhola, funcionando como uma fortaleza. O complexo tem uma capela, casa de guardas, sala do comandante, jardins etc.












Em 1925 Sta. Bárbara foi destruída por um terremoto. Como parte do esforço de reconstrução da cidade, um grupo de pessoas proeminentes criou um Centro de Preservação Histórica e desenvolveu diretrizes para recuperar e preservar o passado espanhol da cidade, como uma forma de promover a beleza da cidade e seu atrativo turístico.

 

Os prédios do centro histórico mantém o estilo arquitetônico espanhol, e abrigam lojas, escritórios, restaurantes, bancos etc. Tudo muito bem cuidado.





















Depois de visitar o centro histórico, fomos para o Santa Bárbara Harbour, o cais repleto de barcos, desde pesqueiros até iates de luxo, com uma área de lazer com lojas e restaurantes.









Almoçamos no Breakwater Restaurante, um ambiente bem agradável de frente ao cais.




De lá seguimos para o Stearns Wharf, um pier mar a dentro, no meio da praia de Santa Bárbara, que também tem lojas, bares, restaurantes e um Aquário e Museu de História Natural.














De um lado e outro do pier há praia com areia, mas a areia é escura e a praia bem feia. Além de não ter nada – diferente do Brasil que temos sorvete, bebidas, comidas, barracas, cadeiras etc.

 

A última parada foi na Old Mission of Santa Bárbara, a 10º das 21 missões franciscanas na Califórnia, fundada em 1976. É considerada a mais bonita e completa entre as remanescentes. Só conseguimos ver por fora porque já estava fechando, e só se pode ver a igreja no tour guiado, que custa U$ 22,00 (achamos abusivo). Mas, quando há missa é possível conhecer a igreja.







Amanhã seguimos para Los Angeles apenas para pernoite pois na quarta-feiras começamos o caminho de volta.